Amamentar pra mim sempre foi uma coisa óbvia. Não sei nem explicar, era como se fosse automático, assim como respirar. O bebê nasce e mama. Talvez encarasse isso de forma tão natural pela experiência da minha mãe, que me amamentou até 1 ano e meio. Quando eu estava grávida, via muitas mulheres se perguntando se teriam leite, se conseguiriam amamentar, como se fosse um sacrifício hercúleo - felizmente para mim não foi. Eu NUNCA tive essa preocupação.
Não vou dizer que foi fácil no início. Não foi não. Tive bico rachado, tive peito empedrado. Mas nada disso me fez desistir. Eu sabia que era o melhor pra Laura, e era o que eu sentia ser CERTO. As minhas leituras só reforçavam o que eu já sabia. Lutei pela amamentação exclusiva o mais próximo dos 6 meses, como é recomendado pelos pediatras hoje em dia. Estoquei leite pra ela mamar quando eu voltei a trabalhar. Fiz isso até ela completar 10 meses.
Muita gente olhava pra mim e perguntava por quê tanto sacrifício? Simples. Porque o leite materno é o melhor alimento para o bebê e eu queria dar o melhor para a minha filha. A Laura é uma criança muito saudável, quase não fica doente.
Além disso, amamentar é bom para a mulher também. Pesquisas mostram que a prática reduz o risco de câncer de mama.
Minha filha vai fazer 1 ano e 5 meses daqui a uns dias. Ainda mama. Confesso que eu já estou um pouco cansada de amamentar. Mas ainda não é hora de parar.
Pra ler
Breastfeeding Naturally - uma amiga do trabalho me emprestou esse livro, em inglês, quando eu voltei ao trabalho. É um livro muito bom, explica muitas coisas sobre amamentação e dá muitas dicas para vencer as dificuldades.
Fonte: Texto original extraído do post comunitário com o tema: Amamentação - http://www.meninalaura.blogger.com.br/ data: 12/09/2005