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 Tenho 38 anos, sou professora, tenho 4 filhos (uma menina de 14 anos e três meninos, de 9, 6 e 1 ano) e amamentei todos eles: a primeira, por quatro anos; o segundo, por dois; o terceiro, por cinco e o último, há praticamente 14 meses. Portanto, amamento há 14 anos, com uma interrupção de 3 anos, o que perfaz 11 anos de amamentação! Estou equiparada a muitas mães africanas! A minha decisão em amamentar foi muitas vezes contra a opinião da maior parte das pessoas com quem lido diariamente, excepção feita aos médicos e enfermeiras que me acompanharam antes e depois das gravidezes e, claro está, aos meus filhos. No emprego, pelo contrário, nunca houve contemplações, para além do mínimo estipulado por lei: redução de 6 horas no horário e ponto final. Mas os meus filhos mamavam à mesma: de manhã, antes de irem para a creche; à tarde, quando regressava do trabalho; durante a noite, pois dormiam connosco ou no berço ao lado da nossa cama enquanto bebés. Ao fim-de-semana e nas férias, aumentava a frequência da amamentação, para compensar a perda de oportunidades no período de trabalho. Por isso, e porque li as vantagens que a amamentação também traz para a minha saúde e bem-estar, sinto-me recompensada e feliz. Obrigada, cumprimentos e votos de que continue a fazer um excelente trabalho. Alexandra Antunes

Escrever sobre amamentar e algo maravilhoso para mim ..
Desde a gravidez sonhava com isso (apesar de ter pesadelos com os seios machucados...).
A Thaíssa nasceu de cesarea ,infelizmente não pode ser o sonhado parto em casa e natural como nós (Tavinho e eu) tanto almejávamos(mas esta é outra história)...
Bom só sei que no dia 04/10/2004 meu sonho de amamentar se tornou bem real...Thaíssa nasceu ás 20:35 hs de uma segunda –feira ,tive uma cesárea sem complicações e bem “humanizada” assim que nasceu o Tavinho trouxe ela p/ mim e era a coisinha mais linda do universo e notei algo peculiar não chorava mas olhava para mim , engraçado dizem que recém-nascidos não enxergam direito e ainda mais com o tal do colírio que ate hj não sei se aplicaram nela ou não...só sei que me olhava e foi lindo.
Depois de tudo (ver a vóvó e titias que esperavam e os tais procedimentos do hospital) trouxeram minha princesinha de volta ,eu já estava com os braços livres e ela enfim veio para eles,fomos juntas para a sala de recuperação graças á Deus nosso pedido foi atendido a Thaíssa ficou o tempo todo comigo.
E ali mesmo naquela sala ela chorou levei um susto e tentei pega-la mas devido á anestesia precisei do auxilio de uma enfermeira que me disse que não me preocupasse ela sentia apenas fome e então aconteceu algo lindo eu a peguei nos braços abri a camisola e ela já veio direto para meu seio ,a enfermeira admirou dizendo que já estava pronta para as instruções dadas á mamães de primeira viagem como eu mas minha Thaíssa a surpreendeu: sabia mamar e pegava corretamente e eu tinha bastante colostro como ela averiguou se “intrometendo” neste momento tão nosso e ao ver que estávamos “muito bem obrigada ” saiu de fininho dizendo “Esta já nasceu sabendo hein!Temos muitos casos de bebes que precisavam de uma “ajudinha” mas não é o caso dela não.
Graças à Deus que não era por que observando melhor pude ver o aparato para preparo de mamadeiras ...(seringas com leite).
Bom enfim ela saiu e ficamos nós duas ali e era como se nem estivesse no hospital tamanha era minha alegria estava alimentando minha filha uma experiência incomparavel que só quem já passou por isso sabe o que é.Enfim ela adormeceu nos meus braços e nem quis coloca-la de volta no bercinho queria ela perto de mim ,sentir o seu cheirinho e acalenta-la .
Voltamos juntas para o quarto e a amamentação prosseguiu ,ao voltarmos para casa foi só festa e admiração ,quando no terceiro dia o leite desceu com força total muitas pessoas da minha própria família diziam que não acreditavam que eu conseguisse amamentar pelo fato de ser magra pode?(a velha historia do leite fraco...) Não tive nenhum tipo de problema quanto á rachaduras ,tive sim muita febre na primeira semana devido á excesso de leite problema resolvido pelo Banco de Leite do HC de Ribeirão Preto (minha cidade) do qual me tornei doadora .
Claro que esta linda historia teve suas pedrinhas no caminho,por ex.:convencer todos a minha volta que até os 06 meses é amamentação exclusiva sem chás ou água (a parte mais difícil pois moro em uma cidade muito quente então escutava cada sermão!! ).
E a pior parte foi quando a pediatra falou que a Thaíssa não estava ganhando peso suficiente e estava abaixo da tabela,a altura estava acima mas o peso abaixo,marcamos um retorno para 15 dias,se o quadro não melhorasse (palavras dela) talvez fosse preciso complemento bom aí amoleci,chorei,mas continuei firme na convicção :COMPLEMENTO NÃO!!
Sofri á bessa ,pensei será que estou fazendo a coisa certa?Mas não cedi,e no dia seguinte o pessoal do Banco de Leite chegou para buscar os frascos da semana e eu comentei com a enfermeira sobre o baixo peso ,ela foi super legal e compreensiva comigo,ao ver a Thaíssa foi logo dizendo mas este bebe é super saudável ! e me contou que a tal tabela é feita com dados de bebes alimentados com leite artificial ),então imaginem só no retorno...falei tudo p/ pediatra que disse que tudo aquilo foi só preventivo que eu podia desencanar pois minha filha era um dos bebes que menos dava trabalho p/ ela nos últimos anos (nunca teve cólica ,dor de ouvido,nada),então pra que eu queria BEBE JOHNSONS? Ela crescia acima do esperado e td mais era normal.
Olhei bem pra ela e disse calmamente que não era bem eu que queria não ...Resultado: mudei de pediatra ,achei uma que ao ver a Thaíssa logo disse que gordura não é sinal de saúde e que ela é forte tendo inclusive músculos definidos pode?
E minha baby é um bebe super saudável que não sabe o que é ficar doente (na farmacinha dela só tem xampus ,colônias e creminhos) apesar do peso estar abaixo da tal tabela .
E a amamentação continua até hoje mesmo com a introdução dos alimentos sólidos aos 06 meses a Thaíssa mama de montão ,não abre mão disso,eu diria até que passou á mamar bem mais após iniciar com a alimentação sólida.
E é uma graça quando vê meus seios ela começa a sorrir e faz carinha de feliz tem vez que ate bate palminha.
Eu diria que se vc está grávida prepare seu corpo sua mente,sua vida para seu filho e isto inclui amamentar que é o gesto mais sublime que existe entre dois seres que se amam.
E envolva a família pois eles são fundamentais:o Tavinho sempre me deu e continua dando a maior força (me ajuda em tudo é um maridao nota 10000) minha família também me apóia muito e acham lindo a Thaíssa mamar,acho que porque eu quebrei um pouco o tabu sobre peito,amamento minha filha quando e onde ela quiser ao contrário de minha irmã que se escondia ,e eles inclusive minha irmã acham o máximo ,filmam tiram fotos...
Sabe acho que falei demais mais é um tema que eu amo e a Thaíssa será amamentada ate os 02 anos ou mais só depende dela,mesmo ouvindo que ela esta meio grandinha para mamar.
Texto enviado para Relatos do Amamentar em 17/10/2005 - Idamaris Firmo da Silva Ferreira mãe de Thaíssa Eduarda Firmo Ferreira 12 meses. 
Meu bico não era totalmente invertido, era um pouco pra fora e um pouco para dentro, mas é que sempre minha mãe e parentes me falavam para massagear puxando para fora no banho para ele sair (quando eu era adolescente e os seios começaram a crescer).
Bem, logo q eu fiquei grávida ja tinha decidido que eu iria amamentar e queria um parto normal, por que dizem que quem faz cesarea é mais dificil para descer o leite. Nos primeiros meses de gestação meus seios já começaram a desenvolver (do nº 44 eu estou no nº 50 de sutia) e eu aproveitava no banho para fazer a massagem com a bucha vegetal e puxar a pele da aureola (não sei se é assim q escreve) para o lado, eu judiava mesmo, no começo ficou vermelho e dolorido, mas depois foi acostumando. Eu fiz isto na gravidez inteira, nos ultimos meses q eu usei o creme masse e fiz banho de luz com um abajur em forma de uma taça grande, e sempre mostrava para a médica que dizia que com certeza eu iria amamentar. Eu fiz curso de gestante no ultimo mes e a enfermeira deu uma palestra sobre a amamentação, e pelas duvidas que surgiram das mamães presentes, eu observei que as mamães não se preparam antes de ter o nenem para a amamentação, por isso talvez surjam tantos problemas depois que o nenem nasce. Na palestra ela mostrou uns slides de seio com o bico invertido e explicou sobre a massagem, o banho de luz, a concha, seringa sem ponta (dizem que dói) e tambem fazer um furo no lugar do bico no sutia, para o bico ficar roçando na roupa e ficar com a pele mais resistente. Eu fiz a massagem e o banho de luz para ficar mais resistente e funcionou, no ultimo mês de gravidez até já saia o colostro, hehe e eu ficava toda orgulhosa.....Resumindo, minha nenem nasceu de cesarea (ela era enormeeee e não queria sair não), o hospital em que tive ela foi ótimo, pois as enfermeiras iam a todo momento fazer vc dar de mamar e empurravam o seio para o bebê sugar. Para não dizer que não tive nada, nos primeiros dias tive um calo no bico (elas falaram assim mesmo). Mas logo cicatrizou, não tive rachadura nem empedramento. Tomei um monte de chá, hehehe......e amamento até hoje, minha Luisa vai fazer nove meses já esta com 5 dentes, mamou exclusiva até os 4 meses pq voltei a trabalhar, usei e uso a bombinha manual da Medela para esgotar o leite e ela toma uma mamadeira de leite materno no berçario. Agora q já come de tudo, mama de manha e a noite.
Adoro amamentar e espero amamentar até secar ou ela não querer mais.
Texto enviado para Relatos do Amamentar em 14/10/2005 - Lissandra do Rocio Pereira, mãe de Luisa de Cassia Ribeiro 9 meses (18/01/05) - http://www.lisgravidinha.zip.net/
Amamentar pra mim sempre foi uma coisa muito natural. Fazia parte do "pacote" e nunca me passou pela cabeça não amamentar. Mas não sabia dos problemas e dificuldades que as mulheres passam principalmente nos primeiros meses de amamentação.
Durante minha gestação, preparei meus seios: um pouco de bucha, uma pouco de Sol e massagens. Quando Julia nasceu e a enfermeira a trouxe para mamar pela primeira vez, senti o quanto esse momento e' diferente e especial. A pobre da enfermeira, coitada, cheia de boa vontade querendo mostrar a melhor forma de segurar minha filha, de oferecer o seio, a pega correta e eu, me sentindo invadida!!! Quase pedi pra ela sair do quarto. Como podia essa senhora querer me ensinar a alimentar minha filha!!! A gente podia se entender muito bem, era uma questão de instinto, meu e dela. E Julia mamou...no inicio eu senti um pouquinho de dor, mas logo acostumei e ela mamou. Mamou pouco e logo dormiu.
Nunca tive problemas para amamentar, não tive feridas, nem rachaduras, o leite nunca empedrou, foi tudo bem tranquilo. Consegui manter amamentação exclusiva mesmo quando voltei a trabalhar em função do leite que conseguia coletar. Mas mesmo assim, com tudo tão perfeito, também escutei muitos "conselhos". Como Julia sempre mamou por pouco tempo, no máximo 20, 30 minutos por vez, escutava que ela podia não gostar do meu leite, ou que ela estava mamando pouco e poderia adoecer. Mas sempre respeitei seu ritmo. Da mesma forma que nunca a acordei para mamar mesmo que o intervalo entre uma mamada e outra fosse maior que o normal. E lá vinham as vozes de novo, dizendo que aquilo era um absurdo, que criança tem que ter regra e hora pra mamar, que assim meu leite ia empedrar, etc...mas se ela estava dormindo, tranquila, pra mim aquilo era sinal que tudo ia bem. Sempre fui muito tranquila e nunca dei bola pra esses comentários, apesar de as vezes me encher um pouco com eles.
Me lembro que 3 dias apos seu nascimento, quando meu leite "desceu", era um sábado, a casa estava cheia de visitas. Acho que pelo tamanho que meu peito ficou, Julia teve dificuldade de encontrar a melhor maneira para mamar e não conseguiu de jeito nenhum. Claro que começou a chorar de fome e quanto mais chorava, mais difícil ficava pra mamar. Impressionante a quantidade de palpites que eu escutei: desde "pega logo a mamadeira" ate' "sei não, teu leite não ta agradando". Agradeço a tranquilidade e a força que o meu marido me passou nesse momento, pois já estava quase desistindo, seguindo todos os conselhos que estavam me dando, já que não e' mole ver uma filha chorando de fome. Foi quando ele me disse pra esquecer o povo e fazer o que eu tivesse vontade. E assim eu fiz, me tranquei no quarto com ela e fiquei mais de 1h tentando faze-la mamar e com calma e paciência, consegui.
Quando Julia completou 10 meses e foi pra creche, começou a não mamar com a mesma intensidade. Começou a pegar meu peito pra brincar: lambia, mordia, chupava um pouquinho e logo largava. Acho que ela estava adorando os novos alimentos que foram introduzidos, a nova rotina, sei lá. Só sei que mais uma vez respeitei a vontade de minha filha e ela foi parando de mamar. Primeiro secou um seio, logo depois o outro. As vezes penso que deveria ter insistido mais um pouco, outras vezes acho que fiz a opção certa, já que ela quis assim.
Julia tem uma saúde de ferro. Já tem 3 anos e 8 meses e nunca tomou um antibiótico, nunca teve nada alem de resfriados e tenho certeza que isso acontece muito em função do aleitamento, que mesmo não tendo sido por muito tempo, foi o suficiente pra protege-la. Alem disso, nada substitui os momentos de parceria, cumplicidade, diversão e descobertas vividas durante a amamentação, por isso vale a pena, mesmo que seja trabalhoso, cansativo e dolorido. Dizem que depois não da nem pra lembrar de como foi difícil, só ficam os momentos maravilhosos e inesquecíveis.
Texto enviado em 11/10/2005 pela Silvia Lima, mãe da Julia Lima ( 3 anos e 8 meses).

Othávio nasceu prematuro, com 36 semanas de gestação, de parto normal. Era um bebê lindo, mas bem magrinho com 2.126g. Quando meu sobrinho (então com 10 anos) o viu peladinho disse assim: - "Que bebê fininho"... O pediatra fez um longo discurso ainda no quarto sobre a melhor maneira de cuidar da higiene dele, não oferecer chupeta e destacou a amamentação como a mais importante. Eu já gostava da idéia, mesmo tendo crescido ouvindo minha mãe dizer que nunca teve leite. Durante a gravidez não tive vazamentos de leite como é tão comum, mas logo tive o colostro e começamos nosso aprendizado. Quando ele estava com 3 dias recebemos a visita de uma amiga de minha tia que me disse que a melhor maneira de fazer o leite "descer" era tomar leite gelado e comer bolacha recheada... Pode parecer besteira, mas assim que fiz isso meus seios ficaram cheios!!! Othávio era muito fraquinho e bem preguiçoso, era preciso tirar-lhe a roupinha e até fazer cócegas para que pegasse o peito direitinho e assim mesmo ele ainda adormecia durante as mamadas. Por isso, fiquei meio cansada no 1º mês - já que tinha de amamentá-lo de 3 em 3 horas dia e noite - Nunca sabia se contava da hora que ele começava ou de quando terminava... Rs, Rs, Rs... Não tive fissuras ou dores e também não usei pomadas de farmácia, apenas a casca de banana que meu ginecologista ensinou... (Comi muitas bananas graças a isso). O pediatra me ensinou que deveria dar um seio a cada mamada para que o Othávio aproveitasse bem tanto a água quanto a gordura do leite. Isso sempre me deixava meio torta... Rs... Para não me confundir sempre deitava o Othávio no berço do jeito que o tinha alimentado, ou seja, uma vez com a cabeça na posição normal e a outra de ponta-cabeça. Fazer isso meio dormindo era até engraçado. Quando completou 1 mês, Othávio já havia ganho 1.500g de peso e o pediatra além de nos parabenizar disse para retirarmos as mamadas noturnas. Othávio sempre foi uma criança tão boa que passou a dormir sem intervalos 15 dias depois disso, sem que eu precisasse deixá-lo chorando. Meu Pai achava uma loucura o aleitamento exclusivo e queria dar de tudo para meu Bebê... Sorte nossa que bem nessa época ele assistiu a um documentário sobre aleitamento e viu que tudo o que fazíamos estava correto. Seguimos assim até o 6º Mês, quando introduzi as papinhas doces e salgadas. No início não tivemos muito sucesso, mas com a ajuda da minha mãe Othávio passou a gostar de praticamente tudo. Amamentei o Othávio com muito prazer até os 14 meses, quando ele mesmo resolveu que não queria mais... Eu oferecia o peito e ele carinhosamente me mostrava o copinho... E eu??? Pois é, minhas amigas, eu me debulhava em lágrimas... Chorei por quase 1 semana e me senti rejeitada e até ofendida... Rs, Rs, Rs... Depois, tudo ficou bem e vi que havia feito a minha parte com o maior orgulho e amor do mundo! Não existe nada mais lindo que uma mãe alimentar seu filho, não existe um ato de maior amor... Ficava feliz sempre que via aqueles olhinhos brilhando pra mim e aqueles momentos nem precisavam de palavras... Em todos os segundos, sempre, só existiu o amor!
Fonte: texto original extraído do post comunitário com o tema sobre amamentação - http://www.minhaluz.blogger.com.br – data: 12/09/205 
Dar peito é bom e eu gosto
As torturas da amamentação
Quando eu estava grávida da Cecília, muita gente falou que amamentar não era assim tão natural. Como não??? Todos os mamíferos nascem, vão para o peito da mãe e são saciados. Por que comigo seria diferente? Bom, em primeiro lugar, porque "todos os mamíferos" não usam roupas e criam resistência também na pele do seio. Tá certo que eu aproveitei o verão e pratiquei o top-less algumas vezes, mas mesmo assim... Os peitos racharam! Bebê chora de fome, os peitos incham, mãe chora de dor. Como é possível você estar cheia de leite, querer amamentar ter um bebê querendo mamar e não conseguir??? Receita 1 - Usar bicos de silicone. Dessa maneira foi possível ver o sangue saindo, ao invés do tão almejado leite. Receita 2 - Ordenhar e dar em um copinho. Mas só 3 ml??? E aquele mamadeirão que todo mundo dá? Pois é, minha mãe me perguntava a mesma coisa e me xingava, dizendo que minha filha estava com fome. Receita 3 - Comprar uma lata de Nan. Eu nunca usei, mas ela ficou lá em casa e calou a boca de muito enxerido. Receita 4 - Paciência, paciência e paciência. Um óleo de calêndula caro, banho de luz no banco de leite, banho de sol no quintal da casa da sogra. E ordenha, e dá. Colherinha, copinho, tudo. Receita 5 - Prevenção, gente. Prevenção. Dizem que quem tem propensão a ter bico rachado, vai ter. Mas eu acho que banho de sol nos peitos 15 minutos por dia durante a gravidez previnem sim. E depois, curam. No mais, liberem a mixaria pros maridos. Nada como o uso pra amaciar.
As maravilhas da amamentação
Nenhum filho é igual ao outro. A Cecília era uma voracidade só. Ela pegava o peito e, em 20 minutos, não tinha mais nada. Ficava eu com aquelas duas muchibinhas e ela dormindo profundamente, em estado de graça. Já o André de deleitava. Ele pegava o peito e revirava os olhos. Às vezes, parava, me olhava e ria, com aquela boca desdentada cheia de leite. E ficava 30, 40, 50 minutos. Depois, golfava boa parte (eita, guri guloso) e dormia largadão, como um porquinho. E como porquinhos, cresciam e engordavam. Absurdamente. Nem eu acreditava naquilo: já era milagroso demais ter tido a capacidade de gerar um ser, sentir ele crescer dentro de você e expulsá-lo na hora certa. Mas ser capaz de, com o próprio corpo, alimentar um ser-humano? Isso sim era sublime! Foram doze meses: seis com a Cecília e seis com o André. Eles não precisavam de mais nada, só de mim. Eles, completamente dependentes. Eu, completamente suficiente. E a sensação de barriga nua com barriga nua? Pele com pele, as melhores vibrações. E assim foi, até os 11 meses com a Cecília, que acabou largando o peito sozinha, e até 1 ano e sete meses com o André, que teve que largar porque eu fiquei doente. Durou bastante e foi bem aproveitado. Tenho certeza de que o leite que eu produzi é muito superior a qualquer outro leite que eu dispunha. Tenho certeza que, sem a amamentação, eu não teria passado momentos tão próximos e carinhosos com eles. Se não fosse por dar o peito, duvido que eu teria podido dormir com eles tão agarrados a mim, me abraçando, ganhando cafuné. Poder amamentar é mais que alimentar e criar vínculo: poder amamentar é um verdadeiro presente que ganhamos.
Fonte: Texto original extraído do post comunitário com o tema sobre amamentação - http://www.monstrinhos.blogger.com.br/ - data:12/09/2005
 Desde minha infância e juventude acho q ue vinha preparando-me, de alguma forma, para um dia assumir o papel que meu pai desempenhou comigo e minhas irmãs e irmão.
Como caçula de 5 filhos ajudei minha irmã mais velha a cuidar de meu sobrinho mais velho, trocando e passando suas fraldas. Já sentindo, na ocasião, um pouco do sentimento de ver aos braços um ser tão pequenino e indefeso e que, ao mesmo tempo, proporcionava tanta alegria em nossos corações.
Chegando a fase adulta de minha vida, tinha eu dois desejos prioritários, além de ser um bom profissional em minha carreira: casar e iniciar minha família, prolongando-a através daqueles(as) que seriam as lembranças, continuação e riquezas de ensinamentos passados de geração à geração tanto de minha quanto da família daquela que hoje é minha esposa.
Desde nosso casamento vinha, com minha esposa Alessandra, preparando-me e desejando nosso(a) filho(a). Olhávamos vitrines e lojas de bebês; comprávamos livros e revistas sobre filhos; assistíamos aos nascimentos de crianças do programa História de um Bebê televisionado pelo canal Discovery Health; enfim, tudo que se relacionava com bebês, filhos e suas criações, de uma forma ou de outra, tentávamos acompanhar e aprender.
Mesmo ainda sem nosso filho(a) preparamos nossa casa para recebê-lo, eu cheguei a comprar, há mais de 2 anos, uma roupinha com meu time favorito (coisa de pai coruja). Rezava por ele(a) com a Alessandra pedindo para ele(a) vir em paz, saúde e amor e que chegasse quando ele(a) e nós estivéssemos preparados para assumirmos os papéis que teríamos que assumir juntos em nossas vidas.
Em cada momento, em cada expectativa, em cada leitura, em cada passo de minha vida conjugal, sem contudo deixar que isso virasse uma obsessão e prejudicasse a bela união que Deus concedeu-me ao apresentar-me minha esposa, preparei-me para ser PAI e, nas proporções devidas, sentir-me “grávido” com minha esposa.
Até que, aos 19 dias de junho de 2003, nasceu meu, nosso, pequeno Ivan! Nossa que graça! que belo bebê! que amor...!!! Essas eram as frases ouvidas e ditas, no entanto dentro de mim haviam outras mais sérias e importantes: sou pai mesmo? Como fazer? Agora taí, meu filho, será que estou realmente preparado?...São tantas as perguntas que minha cabeça, mente e corpo dividiam uma série de conflitos internos para achar uma solução e respostas a tudo.
Entretanto, não havia mais tempo para respostas e pensamentos, agora eu tinha que agir e fazer !! Tinha que participar, pois agora havia em meu seio familiar nosso tão esperado filho! Minha esposa? Bem, ela, devido ao seu instinto materno, como toda a mulher já o tem desde o nascimento já estava lá, amamentando, trocando fraldas, dando banho e etc, claro que inicialmente também auxiliada por ninguém melhor para isto do que àquela que fez o mesmo por ela: sua mãe; que na realidade, também, de uma forma carinhosa, com amor e respeitadora também minha mãe.
Lutando contra os pensamentos maternos tais como: você não sabe fazer isso! Trocar fralda não, você é lento demais e ele vai sentir frio!! Dar banho??? Ele é muito molezinho, deixa para quando ele estiver maior! Não se esqueça de fazê-lo arrotar!; eu queria e tinha que participar. Não participar apenas “por trás dos bastidores”, comprando e trazendo fralda, trocando o lixinho do quarto, lavando e/ou passando as roupinhas; tinha que participar de forma mais efetiva, acompanhando passo-a-passo a evolução e crescimento de meu filho. Assim, fui aprendendo. Aprendendo a dar banho, arrumar o berço, arrumar o armário e suas roupinhas, entender e compreender os tipos de choros e necessidades de meu Ivanzinho.
Isso tudo não só para satisfazer a um ego ou desejo interno que tinha e tenho de ser pai, mas, acima disto, de dividir com minha esposa o prazer e trabalho (pois o é, e muito) de cuidar de nosso filho. Assim o fiz e faço. Fico acordado as noites, cuidando e olhando nosso “baby”! Divido as tarefas de casa com a Alessandra (que carinhosamente todos chamam-na de Sandy).
Devo ressaltar porém que durante as noites da semana é difícil, pois de manhã tenho que ir trabalhar e só volto tarde da noite. Contudo sempre chego, por mais que cansado possa estar, disposto a fazer algo, nem que seja apenas ajudar um pouco ou trocar os lixinhos, para sentir-me um pouco mais presente na vida de meu filho. Aproveito também para chegar ao berço e dar-lhe um beijinho e dizer-lhe palavras carinhosas como: Eu te amo muito! Não esquecendo, porém, de também o dizer a minha esposa, pois ela é também minha vida e família e o início de todo esse prazer de ser PAI!
É difícil o papel de pai. É difícil participar com minha esposa da tarefa de cuidar de meu filho, afinal tenho que dedicar-me ao trabalho pois não há “licença paternidade” para nós homens como existe para as mulheres. Assim, como posso eu sentir-me mais perto deles (mãe e filho)? Procurando e tentando achar uma solução para isto é que descobri-me mais participativo ao deparar-me com um fórum de mães e pais.
É ali, naquele fórum, trocando idéias, problemas, dúvidas, amizades, apoios, com mães e pais que comecei a descobrir novas formas para que, como pai, esteja mais presente na criação de nosso filho. Minha esposa fica atarefada cuidando do pequenino, liga-me para informar o que está acontecendo e suas preocupações quanto a sua respiração, e outros fatos que o bebê apresenta não sabendo se é ou não normal. Aí neste momento, eu, por vezes, já tenho as respostas, pois tomei conhecimento no fórum que isto ou aquilo é normal ou existe essa ou aquela solução. Isto, para mim, é ser Pai, é participar, é sentir-me útil, é estar junto (mesmo fisicamente longe) de minha esposa e filho dia-a-dia, hora-a-hora!
Ser pai é fácil, na verdade, nós homens assim nos tornamos quando o bebê nasce. No entanto, alimentar o desejo de o ser, preparar-se para o ser e tornar-se PAI é difícil. Pois PAI não é quem o gera, é quem o cuida, quem o abraça, quem lhe dá amor, quem participa junto da MÃE em sua criação, felicidade, saúde, doença, noites em claro. Ser PAI é tentar ser MÃE e o ser, mesmo que esse significado só seja percebido dentro de mim mesmo!
Dedico este texto aos meus pais, Rogério e Nilza Moulin, pelos ensinamentos de vida e amor que moldaram a pessoa que hoje sou e todos os sacrifícios que fizeram para criar-me; dedico ainda a minha esposa, Maria Alessandra L. Moulin, pelo amor, apoio, carinho, dedicação e amizade que auxiliam-me a cada dia no alcançar de meus sonhos, desejos e realidades; e, acima de tudo, dedico a meu filho, Ivan Lima Moulin por englobar e representar em seu ser tudo o que minha vida representa. 

Desde sempre, a maternidade e a amamentação eram experiências indissociáveis pra mim. Eu nem cogitava não amamentar. Era algo tão natural quanto gestar, parir, amar. Alimentar. Simples assim. Tenho conseguido. Amamentar duas bebês sem complemento artificial. Duas bebês que crescem e engordam a olhos vistos. Que se desenvolvem maravilhosamente, são espertas, precoces, inteligentes. E felizes, muito felizes. Basta ouvir as lindas gargalhadas que vira e mexe inundam a casa de vida e me enchem o coração de ternura. Não vou dizer que foi simples. Não foi. As dificuldades existiram. Algumas tão dolorosas que quase me fizeram desmoronar, não fossem as pessoas a meu lado. Aliás, essa é uma ótima oportunidade para agradecer. Ao Re, que fez um esforço incrível para superar sua própria ansiedade e comprar comigo a briga da amamentação exclusiva, ficando ao meu lado para o que desse e viesse. Lindo. À Márcia, consultora de amamentação, que teve a paciência de nos dar o apoio de que precisávamos para persistir e o ombro amigo para que chorássemos nossas pitangas à vontade. E à minha mãe, que sempre tinha uma palavra de tranquilidade e incentivo, sempre tão importantes. Sem todo esse apoio eu talvez não tivesse superado o que superei. A dificuldade de pega da Estrela, que mamou meu leite na mamadeira por três semanas, até voltar ao peito. A sensação de exaustão das primeiras semanas, quando eu praticamente não passava vinte minutos sem ter uma bebê no peito. A dor nos mamilos rachados que levaram mais de um mês para cicatrizar. A falta de incentivo do primeiro pediatra das meninas, que insistia que eu jamais teria leite suficiente para duas bebês e que elas não ganhariam peso adequadamente. Mas tudo isso passou. Ficou pra trás, e hoje se me lembro parece tão pequeno. Tão insignificante diante da satisfação de ver minhas meninas crescendo pela minha doação. Aliás, nem sei se faz sentido falar em doação. Porque acho que recebo muito mais do que dou. O prazer que sinto em amamentar é algo quase obsceno, de tão infinito. A mágica de estar constantemente dando a vida faz muito mais por mim do que por elas. Porque me torna grande, melhor, completa. Amamentar, para mim, é muito mais que uma responsabilidade com as minhas filhas. Vai muito além da necessidade nutricional delas, dos benefícios físicos que proporciona. Está profundamente conectado com a nossa ligação mãe-filha, com o meu prazer na maternidade, com a magia de dar, através do meu corpo, a vida. Com a minha essência de mulher, mãe, mamífera. Dar o peito é dar o leite, sim. Alimentar. Mas é muito mais do que isso. É aconchegar, acalentar. É amar. É se permitir transformar. Ser o veículo pelo qual a natureza expressa sua magia, sua ordem, seu sentido. É reestabelecer a ligação vital que tínhamos na gravidez, quando éramos um só corpo, uma só vida. O que eu sei é que são momentos que vou guardar para sempre. As mãozinhas me segurando o seio, como se quisessem garantir a presença e o contato. Os olhares doces e cheios de ternura, que me miram como quem diz: ‘que bom que você está aqui’. O sorriso entre uma sugada e outra, meio que escapando, sem perceber, maroto e meigo a um só tempo. A respiração suave sentida no contato pele com pele. A sensação infinita de tê-las dormindo em meus braços, satisfeitas, seguras e felizes. Sei também que tudo isso é ainda mais importante para mim do que para elas. Amamentar me faz sentir menos só. Porque me engrandece a cada momento. A cada toque. A cada troca. De fato, eu não dôo, não. Elas é que me doam. Elas é que me dão a vida. A cada mamada.
Fonte: texto original extraído do post comunitário com o tema: Amamentação: O que tenho a dizer sobre isso? - http://eueosoutroseus.zip.net/ - data: 20/09/2005 
Bom, acho maravilhoso ver tantas mães optando por esse retorno à alimentação natural do seu filho, que por muitos anos foi desincentivado. Hoje sabemos como é importante e saudável para eles e para nós mulheres. Na minha preparação para o parto, orientada por uma fisioterapeuta, fiz um trabalho físico e psicológico, pois ouvimos todo esse blá-blá-blá de leite fraco, dores lancinantes e empedramentos. Hoje estou certa de que o mais importante é sempre manter o foco e a calma. Esfreguei o bico dos meus seios com toalhas, da mais macia para a mais rugosa, depois parti para as escovas e buchinhas naturais... Acho que ajudou, mas para minha surpresa as dores, rachaduras e tudo mais vieram com força total. Usei os bicos de silicone, que aliviavam quase nada, mas enfim... O primeiro mês é uma verdadeira prova de fogo e se você passa por ele cicatrizada, o resto é uma beleza... Foi assim comigo. Nunca cogitei dar outro leite ao Tito nos primeiros meses e fico feliz por ter conseguido mantê-lo exclusivamente no peito até o 5º mês. Com 5 meses ele começou a intercalar sopinhas e frutas, mas pensa que diminuiu a mamada? Que nada! Quanto mais ele crescia, mais mamava! Vieram os dentinhos, muito cedo no caso dele, e tivemos que nos comunicar e ele entendeu que se me mordesse não teria leite... Cúmplices, amigos, unidos, nos tornamos companheiros na nossa poltrona de mamar e nela li todos os livros que nunca tinha tempo de ler, pois Tito mamava no mínimo por 1 hora. Cansa, nos emagrece, esgota – sim... Tudo isso e mais. Nos tira o desejo, a paciência com os outros, com os palpites alheios... Mas ao engravidar devemos ter consciência disso, pois se já vamos pra arena com aquele sentimento que às vezes nos incutem “acho que não vou aguentar, que não faz mal dar leite de vaca, que esse negócio de vacina natural é bobagem” pode atrapalhar tudo. Também chorei por noites a fio, mordi infinitas fraldas para aguentar a dor e é isso aí. É nosso papel de mãe – sofrer para tornar aquele serzinho tão dependente de nós uma criança saudável, feliz, que se sente amada e querida.
Texto enviado para Relatos do Amamentar em 19/09/2005 – Aline Haluch, mãe de Tito Haluch Beltrão 2 anos e 7 meses (07/02/2003)

Eu nao parei para me informar sobre amamentaçao enquanto estava grávida, achava que era tudo natural, como o parto. Lembro de uma consulta em que o obstetra apertou meu peito e falou: olha, tem leite, nao precisa comprar nan! O Ique nasceu de 37 semanas, com 34 entrei em TP e fiquei de repouso e observaçao, aí numa consulta ele teve bradicardia, e eu tinha comentado que ele andava muito quieto, entao o médico me mandou pro centro cirurgico. Agora nao é hora de contestar isso, na época achava que era o certo, mas tive muito medo pelo bebe e por nao ter me preparado pra isso. Quando nasceu, ele nao chorou e eu fiquei apavorada, alguém falou: chora neném, senao vamos ter que te colocar no respirador! Aí ele chorou, e eu também. Me mostraram rapidamente e o levaram (meu marido e minha sogra, que estavam na sala), fiquei sozinha e só o encontrei no quarto, cheio de visitas falando e batendo fotos. Minha sogra abriu minha roupa e apertou meu peito, que saiu aquele liquido grosso,o colostro. Ela trouxe ele mas nao me entregou, ficou segurando ele que mamava em mim, mas nao me dava o meu filho, foi péssimo. Tento me esquecer da primeira mamada. Nao sei porque nunca falei nada nem ali, nem depois quando piorou, acho que era um misto de confusao mental no primeiro dia, falta de informaçao e excesso de educaçao, nao poderia gritar com ela, podia? Deveria. No dia seguinte ele mamava e dormia, mamava e dormia, como qualquer bebe. Ninguem apareceu pra me orientar, nada. Eu nao sabia nada sobre o tal colostro. Ela cismou que ele dormia demais, saiu do quarto e veio com uma seringa de…Nan! E repetiu o gesto a tarde, e deixou meu marido instruído pra fazer de novo a noite, escondido de mim. Eu lembro que só chorava, chorava, tossia e doía os pontos, mas continuava amamentando. Naquele ponto eu estava convencida que “não tinha leite”, mas nao queria desistir. No outro dia recebi alta e, já animada, fui pra casa da minha mae. Parecia que eu sabia que ali estava protegida, na maternidade ela mandava, mas aqui quem manda sou eu e vou reverter esse quadro. Peguei um livro antigo da minha irma, O livro da amamentaçao. Li algumas coisas, pedi pra minha mae preparar um chá de funcho. Fui pra cama tomar o chá e enquanto isso massageava meu peito, entao…senti um quenturao e desceu tanto leite, mas tanto leite, que nem dava pra acreditar. Tirando as rachaduras básicas do primeiro dia que doíam muito mesmo, mas eu acho que bloqueei da memória, Henrique mamou legal até uns dois meses quando começou a se remexer, sei lá, no final, até chegar a um diagnostigo de refluxo, eu ouvi coisas. “Ele nao gosta do teu leite!”, “Acho que nao tem mais leite!”, sao alguns dos exemplos de pérolas que ouvi vindo de desde a empregada, passando por tia e avó, até minha sogra que é médica. Mas eu nunca quis acreditar nessas coisas pois ele ganhava peso muito bem. Entao, com o auxilio de um bom pediatra e um ótimo gastro, e principalmente da Socorro, uma amiga que conheci no site aleitamento.org que me ajudou nos momentos em que comecei a duvidar de mim mesma, Henrique mamou exclusivamente e normalmente até seis meses, e continuou mamando até 11 meses, quando foi hospitalizado. Aqui eu faço um parenteses: nessa época, tudo o que eu ouvia era “ainda tem leite?”, e desde os seis meses vinha ouvindo conselhos falando que era melhor desmamar agora, que já estava bom, que eles crescem e ficam viciados no peito, que nao querem largar por mania, que mulher nao tem mais leite depois de tantos meses e por aí vai. Eu nao ouvia e continuava, mas aquilo deve ter ficado no meu subconsciente. Porque quando ele ficou doente e nao quis mais mamar, nem comer, eu só queria que ele comesse alguma coisa, entao quando aceitou uma mamadeira, eu agradeci e nao fiz questao de amamentar. Poderia ter tentado, mas nao. No fundo acho que pensava aquelas coisas que tinha ouvido. Depois de quinze dias ele pediu pra mamar eu dei, a noite de novo. Fiquei empolgada, acho que queria voltar a amamentar. Mas no dia seguinte nao pediu e eu nao ofereci também, não quis insistir, nao sei bem por que. Acho que foi um pouco de trauma de tudo aquilo que eu passei pra amamentar, aqui eu resumi, mas viver aquilo tudo foi dose! Por mais que eu amasse amamentar, pra mim nunca foi “fácil”, principalmente pela influencia negativa dos outros. Entao se ele nao queria mais, nao queria, eu nao queria insistir, ele já tava com quase 1 ano e tal… Mas só contei tudo isso pois hoje penso diferente, com certeza para o próximo filho estou muito mais informada e ninguem vai me levar no bico. E quanto a desmamar com um ano, nao farei isso novamente, pois depois disso tudo Henrique teve alergia a leite e eu passei um trabalho para alimentá-lo. Nada melhor que leite materno!
Texto enviado para Relatos do Amamentar em 18/09/2005 - Ana Paula Moreira - http://anamoreira.multiply.com/ 
(...) Quando engravidei fui lendo e tentando me informar sobre o assunto, mas, como no caso do parto, vc só sabe como é mesmo depois que passa por um. O colostro não desceu antes, como é comum em algumas mulheres. Já no primeiro dia de vida da Nanna, nós fomos podendo descobrir as maravilhas da amamentação. A Nanna sugou legal desde os primeiros instantes. Eu tinha dúvidas se ela estava mesmo sendo alimentada, sei lá... achava que ela poderia estar chupando e não estar saindo nada. Dúvida essa que foi sanada na primeira noite que passamos em casa. A Nanna mamava uns 40 minutos de cada lado e o intervalo entre as mamadas eram mínimos. No dia seguinte o bicos dos seios começavam a ficar doloridos. Comprei e usei muito as conchas, dava um alívio momentâneo enquanto eles estavam feridos. Eu chorei, chorei e chorei durante muitas vezes. Os bicos ficaram muito feridos, cada vez que escutava o chorinho eu já começava a chorar tb. No final da primeira semana o ginecologista sugeriu que eu complementasse intercalando as mamadas p/ dar um “descanso” p/ mim, que nessa altura estava p/ lá de zumbi, não dormia, não descansava e chorava de dor o tempo todo. Alternei por 3 dias, eu não me conformava pq achava que EU é quem tinha que alimentar a minha filha. E tomei a decisão de abandonar o complemento e “guentar” o tranco. Não foi fácil, muitas vezes o Eli chorava junto comigo sem saber o que fazer p/ me ajudar. Mas me apoiou em todos os momentos. Amamentei exclusivamente até o 5º mês. Voltando a trabalhar a coisa ficou complicada. Trabalho longe e mesmo fazendo um estoque foi uma dureza. Amamentava ela de madrugada antes de sair, e de instante em instante eu ia ordenhar. E diga-se de passagem, ordenhar é horrível!! Dói, vc nunca consegue tirar uma boa quantidade e fica frustrada. Durantes esses meses que seguira eu entrei em contato c/ um monte de lugar, banco de leite, hospital. Pedia dica, tomava litros de chás, cheguei até a procurar um banco de leite que vendesse o LM pq eu não queria complementar de jeito nenhum. Nossa rotina foi essa até o finalzinho do 8º mês, quando não teve mais jeito... ela se irritava c/ a quantidade pequena pq a produção caiu muito. Mas fico feliz e realizada por ter conseguido a vitória de amamenta-la pelo tempo que conseguimos. É uma vitória num país aonde existe um preconceito ignorante sobre amamentação. Mal sabem como é bom, como a gente se sente mãe c/ a amamentação.
Espero poder contribuir como incentivo c/ mães que podem amamentar e por qualquer motivo não o façam. Amamentem, vcs não se arrependerão!!
Fonte: Texto original extraído do post comunitário com o tema: Amamentação: O que tenho a dizer sobre isso? - http://princesinhagiovanna.zip.net/ - data: 14/09/2005

Minha mãe me amamentou só até quatro meses, intercalando com mamadeiras porque convenceram-na de que o leite dela era fraco e tinha pouco leite, que eu era tão “mirradinha”, que devia estar passando fome.
Ela diz que não conseguia ordenhar tanto como eu faço, eu digo pra ela que0, ninguém a ensinou.
Ela diz que o leite que ela tirava era aguado e não formava a gordura que o meu forma, eu digo pra ela que é porque ela só tirava o leite anterior que não tem muita gordura mesmo.
Não, eu não cobro minha mãe por isso, só fico com pena que ela não teve orientação e estímulo.
Na verdade, não sei porque eu me sinto assim, tão a favor da amamentação, pois desde que a Luisa nasceu, ouço minha avó dizendo o que ela dizia pra minha mãe: “A Luisa ta tao magrinha, acho que seu leite não esta sustentando”. Acreditem, ela chegou até a apertar meus peitos pra dizer que eles estavam murchos e que eu não tinha muito leite, que a Luisa ia passar fome. Detalhe, ela estava acabando de mamar, é claro que eu não estaria com os peitos explodindo. Ouvia, no começo, minha mãe dizendo que eu não precisava me estressar com ela mamando de hora em hora, que eu devia fazer uma madeirinha pra ela, que o leite em pó ia sustentar melhor e ela ia demorar mais pra mamar de novo. Outra pessoa que eu prezo muito, partidária da mamadeira também tentava me convencer, ela achava o "leite em pó" maravilhoso porque não conseguiu amamentar os filhos dela por falta de apoio, orientação e preparação e eles sempre foram muito saudáveis. Enfim, aquela velha campanha para desestimular a amamentação.
Quando minha irmã nasceu, eu já tinha quase doze anos. Às vezes ela chorava tanto que minha mãe surtava, achando que não tinha leite, que era fome. Aí corria para a cozinha para preparar uma mamadeira. Eu, tão pequena, implorava pra ela não fazer isso. Não queria que ela desse a mamadeira. Se me perguntassem por que, eu diria que não sabia, mas não queria. Aí, quando ela estava terminando de fazer a tal mamadeira a blusa dela molhava de tanto leite. Ela ia amamentar e esquecia a mamadeira e eu dava pulinhos de alegria. Acho que era puramente instintivo, mas desde aquela época eu já era defensora da amamentação. Sempre soube que iria amamentar, mesmo sem saber quando teria filhos.
Ainda grávida, ouvi dizer que era difícil amamentar, que muitas mães desistiam por causa da falta de apoio, então pensei “como assim, falta de apoio?”. Simplesmente não podia compreender como alguém não podia apoiar uma mãe que amamenta. Pobre ingenuidade, foi só a Luisa nascer que senti na pele, já na maternidade.
Passei por 6 pediatras até encontrar alguém que REALMENTE apoiasse a amamentação, pq por incrível que pareça, a maioria dos pediatras não está preparada para acompanhar bbs amamentados e não sabe o que fazer. O primeiro pediatra da Luisa berrava comigo ao telefone "FOME!!! SUA FILHA TÁ PASSANDO FOME!!!" e eu? Corri dele!
Hoje está aí, minha filha linda e maravilhosa, saudável e inteligentíssima. E continua mamando, por muito tempo ainda. E me perguntam "nossa!!! ainda tem leite?" eu digo "não, é cha de camomila" e me dizem absurdos. Eu não to nem aí. Os ignorantes que se danem. Eu sei que estou fazendo o melhor pela minha filha, eu gosto, ela gosta, meu marido apoia, então não preciso de mais nada.
Enfim, não consigo entender como uma mãe consegue não amamentar, porque nasci sabendo que era isso que eu queria quando tivesse meus pimpolhos e continuo sabendo que é isso que eu quero, mesmo sendo muito difícil você conseguir amamentar sem interferências. Mesmo sendo tachada de louca de pedra por deixar minha filha “passar fome”, por andar com ela pendurada no peito de hora em hora sem conseguir cuidar de mim. Mas pra que eu precisava cuidar de mim se eu estava tããão feliz com aquilo?
Minha recomendação para quem vai ter filhos é "leiam, informem-se e sigam seus corações" Fonte: Texto original estraído do post comunitário com o tema: Amamentação: O que tenho a dizer sobre isso? - http://oblogdaluisa.weblogger.terra.com.br/ - data: 14/09/2005. 
Eu sou o Eli, pai da Nanna e marido da Andréa - http://princesinhagiovanna.zip.net/
Gostaria de comentar aqui minha opinião sobre esse assunto:
Na minha opinião, para o homem, não existe nada mais bonito que a sensação e privilegio de ser pai, mas ser pai, não é apenas fazer um filho, é acompanhar a gravidez, cuidar da esposa, dar carinho e fazer o máximo possível para que ela não fique nervosa ou cansada, para que nada de ruim possa acontecer ao bebe... E quando minha linda esposa estava amamentando nossa linda filha, eu ficava morrendo de dó, pois ela mau conseguia dormir e a cada amamentação, era um "sofrimento", pois ela sentia muita dor. Eu ficava desesperado vendo aquilo, mas não tinha como fazer nada para ajudar, somente ficar fazendo manha e pegar a Nanna dos braços dela e devolver ao berço depois da amamentação.
Eu sempre achei muito bonito e importantíssimo o ato da amamentação, é um momento em que a criança e a mãe estão em plena sintonia, uma dependendo da outra da maneira mais bonita que existe.
Sei que esse assunto diverge entre algumas mulheres, mas gostaria de deixar aqui, a minha opinião de pai: Amamentem, pois é o que ha de mais bonito no ser humano. Eli Feitosa (pai babão e marido apaixonado). Amores, eu amo vcs!!! Eli | 15.09.05 - 12:24 pm
 Amamentacao apo's mamoplastia, 'e possivel? Leia aqui uma historia de sucesso!
Primeiramente gostaria de parabenizar todas as mamaes guerreiras que pesquisaram e decidiram ir em frente com a amamentacao! Realmente os beneficios sao enormes como a ciencia comprova dia a dia.
Eu sou uma mae que tive sucesso na amamentacao e ainda amamento meu “bebe” de 2 anos e 4 meses, sem data para parar. Quem me conhece sabe que sou totalmente favoravel a amamentacao, quanto mais melhor!
O que eu nao concordo e jamais incentivaria eh a mae que opta por nao amamentar desde o inicio (pessoalmente tb nunca conheci uma mae que optasse por isso). Justamente porque os beneficios do aleitamento sao enormes e nada justifica priva-los disso se existe condicoes para que aconteca.
Agora vou contar minha experiencia. Na gravidez eu ja desejava muito amamentar mas tinha uma angustia por nao saber se conseguiria pois fiz uma cirurgia de reducao dos seios 7 anos atras. Nem meu GO nem ninguem poderia dizer se a amamentacao aconteceria, somente na hora, na tentativa mesmo, poderia-se analisar se os cortes da cirurgia tinham atingido algum canal importante na glandula mamaria.
Bom, o Lucas nasceu e vieram as enfermeiras me ajudar a mostrar a pega ideal do bebe no seio, e de cara ja viu-se que eu teria dificuldades. Chamamos as consultoras de amamentacao, que fazem parte da La Leche League e atendem em hospitais tambem.
O seguro saude cobre esses servicos, nesse ponto tive muita sorte porque aqui o apoio e ajuda a amamentacao sao enormes!
Quando a consultora de amamentacao viu que nao estava dando certo, bico rachado, sangrando, Lucas chorando e nenhum leite vindo, me olhou com uma cara de do’, como se estivesse com muita pena de mim mesmo.
Me sugeriu a leitura do livro “Amamentacao apos cirurgia”, abaixo o link para compra na amazon:
http://www.amazon.com/exec/obidos/ASIN/0912500867/ref%3Dnosim/kellysattachm-20/102-5540830-6299362
Tambem me orientaram a bombear varias vezes por dia e ja instalaram uma bomba eletrica no quarto do hospital e trouxeram todos os apetrechos. Doia muito bombear!!! Mas continuei tentando. Outra coisa foi que como nao tinha leite nenhum vindo me orientaram a dar leite artificial na sonda de translactação.
‘E mais ou menos o seguinte: um tubinho bem fininho e longo, uma ponta vai numa seringa com leite artificial e a outra voce 'prega" no seu peito com uma fita. A ponta que fica no seu peito tem que ficar bem no bico, ta! Assim o bebe suga o bico do seu peito e recebe o leite da seringa, ou seja, 'e alimentado e mesmo assim esta estimulando seu cerebro a produzir leite para seus seios.
Outra coisa que pediram foi que eu anotasse todas as vezes que o Lucas mamasse, fizesse xixi e coco, Todas as vezes que elas chegavam no quarto e viam a tabela ficavam impressionadas que o Lucas passava 1 hora, 2 horas, diretao no meu peito ehhehehe… Bom, depois de muita luta o leite veio, um pouco antes da hora de ir pra casa. E segui, bombeando 2-3 vezes ao dia, tratando os ferimentos com pomada, etc, etc… Prossegui com a amamentacao em livre demanda e para alegria tudo deu certo e Lucas mamou exclusivamente no peito por 6 meses, tirando algumas mamadeiras de leite artificial no hospital nos 2 primeiros dias.
Comecei a me apaixonar mais e mais pela questao e hoje em dia sou membra da La Leche League (http://www.lalecheleague.org), defendo a amamentacao prolongada pois existem muitos beneficios ainda mesmo depois de 1 ano de idade.
Aqui um link interessantissimo sobre os beneficios da amamentacao prolongada:
http://www.aleitamento.org.br/toddler1.htm
O principal, em minha opiniao, eh que a amamentacao eh uma forma de amor. Uma forma de amor que eu gosto de dar ao Lucas e que ele adora receber.
Fonte: Texto original extraído do post comunitário com o tema: Amamentação - O que tenho a dizer sobre isso? - http://lucasmortensen.zip.net - data: 12/09/2005. 
Meu filho tem 1 ano e 9 meses, ainda mama e não há nenhuma previsão de quando ele vai parar. Eu sempre sonhei que amamentaria, sonhava com um bebê ao seio, colocava as minhas bonecas pra mamar (só tive boneca grande, estilo bebezão). Mas não sabia nada sobre a amamentação. Sobre os benefícios comprovados, sobre a força do vínculo que se estabelece, até quando uma criança deve mamar, se precisava preparar o seio... nada, nada.
Então, quando comecei os preparativos para engravidar, tomei conhecimentos da teoria:
-Não é preciso fazer nada para preparar o seio durante a gestação. No máximo, banho de sol. -O bebê deve mamar assim que nasce, se possível ainda na sala de parto. -Amamentar não deve doer, se dói é por que a pega não está correta. -Na pega correta o bebê deve abocanhar toda a aréola e não só o bico, não faz barulho pra mamar, a bochecha não faz covinha, os lábios ficam voltados para fora, as orelhas mexem com o movimento de sucção. -Se o peito rachar, passar o próprio leite e expôr a mama ao sol. -Amamentar em livre demanda, sem tempo cronometrado e sem intervalo fixo, de acordo com a solicitação do bebê. -Não oferecer chupeta, mamadeira, água ou chá. -Amamentar exclusivamente até 6 meses e continuar amamentando até 2 anos ou mais. E muitas outras coisas que eu não lembro agora.
Eu acredito em cada vírgula do que está escrito aqui em cima. Eu recomendo a amamentação para todas as mulheres que eu conheço. Eu apoio qualquer mulher que chegue até mim e que esteja com dificuldades para amamentar. Eu tenho orgulho de conhecer inúmeras mulheres que amamentam seus filhos e de ser uma delas.
Gosto de repetir o que diz uma delas: ¿A amamentação é um milagre e milagres só acontecem para quem tem fé!¿
Eu acredito que querer genuinamente e contar com o apoio certo, é fundamental para o sucesso e a manutenção da amamentação. O começo é muito difícil, não há nada de instinto nessa troca, a gente precisa aprender a dar o seio e o bebê precisa aprender a mamar. Sempre vai aparecer alguém pra dizer que o leite é fraco, que amamentar é coisa de pobre, que leite em pó é que é bom. Se a mulher não tiver muita certeza do que deseja e se ela não acreditar no poder do seu peito, ela vai sucumbir. Nos primeiros meses do bebê, a mulher fica muito frágil, suscetível à qualquer comentário. Ouvir a opinião errada nesta hora, pode ser o fim para a amamentação.
Se você é mãe e não amamentou, não se sinta ofendida por estas palavras. A maioria das mães que não amamenta, não o faz por que não obteve o apoio necessário e frágil, acreditou no que lhe disseram sobre leite fraco, não produção de leite ou medicamentos malignos passando para o leite. Informe-se sobre o assunto e tente fazer diferente da próxima vez. Informe-se nem que seja para ajudar à uma amiga, uma vizinha, sua filha quando ela tiver os filhos dela....
Amamentar é muito bom! É bom pra você, para o seu filho, para o futuro dele, pra sua alma e pro seu coração!
Fonte: Texto original extraído do post comunitário com o tema: Amamentação - O que tenho a dizer sobre isso? - http://www.abolsadadoula.blogger.com.br/ - data: 12/09/2005.
Clínica Perinatal, Rio de Janeiro, 9 de março de 2004:
- Ué, como assim "não está mamando"???
- Ela não mama, suga um pouquinho mas logo depois começa a chorar!
- Não é possível!
... Em primeiro lugar, gostaria de dizer a todas as mães que não gostam de amamentar: você não é obrigada a gostar. Não se sinta diferente ou monstro porque não gosta de amamentar. Uma amiga me disse, quando eu estava grávida, que seria uma sensação maravilhosa. Confesso que só dei valor àquelas palavras quando minha filha já tinha uns dois ou três meses. Antes disso me sentia meio *estranha* amamentando. Mas era um ato de amor. Pois fazer o que se gosta é fácil, né?
Quando engravidei, meu maior medo era perder o bebê, como tinha perdido o primeiro. Depois que passou o período crítico (primeiros três meses) meu medo era que o bebê tivesse algum problema. Quando eu finalmente desencanei, meu medo era de não conseguir tomar conta do bebê direito. Ou seja, me preparei para tudo de ruim. Mas não me preparei para problemas na amamentação.
Ah, claro, eu me achava a dona da verdade, e tinha lido a verdade em livros, revistas, na internet... Era tão natural, tão fácil amamentar! O bebê já nascia pronto, era só oferecer o peito e *bum* a mágica acontecia e você sentia vontade de chorar. Amor e emoção iriam, junto com o leite materno, alimentar o seu bebê!!!!
Preparei meus seios (pegando sol), comprei vários sutiãs especiais, comprei camisolas com abertura frontal, me via lânguida e feliz com minha filhinha no peito. O obstetra me garantiu que eu teria muito leite. O que mais eu podia esperar? Apenas o receio de sentir muito sono, mas como sentir sono com o amor da minha vida nos braços?
Pois muito bem: minha filha nasceu (de cesariana, outra estória longa) e quando, horas depois, foi colocada para mamar, simplesmente sugou, sugou e alguns segundos depois começou a berrar.
Normal, não é? As enfermeiras achavam que não. Uma disse que o bico era muito grande para a boquinha do bebê! Mas para o pediatra diziam que a menina estava mamando! Saíam uns dois minutos depois de deixá-la no quarto. Eu me esforçava: vai, filhinha, pega logo o jeito, mamãe quer te dar colostro, para você crescer forte e ganhar imunidade a uma série de doenças! Mas a neném não queria mamar, não queria fazer força para sugar, sugava, sugava e depois largava o peito e chorava, frustrada.
E eu fui ficando frustrada também. O pediatra não entendia. As enfermeiras aqui em casa nunca tinham visto ou ouvido falar de um caso assim. Eu insistia em várias posições, mesmo operada, esquecia a dor e me posicionava de todas as maneiras possíveis, de lado, por cima, por baixo, segurava a bichinha no colo em todas as posições possíveis. Nada.
Pingava chá de erva-doce no peito, uma gotinha despertava o instinto da Aninha, ela sugava, sugava, mas depois voltava a gritar, e uma vez *mordeu* meu peito!!! O pediatra dizia que ela estava apta a mamar, e eu tinha todas as "ferramentas", não sabia o que não estava funcionando. Eu chorava às escondidas, me achava um monstro, uma aberração, desesperada eu procurava uma resposta na internet, mas ninguém passara por coisa parecida, eu me sentia tão só. Apenas minha família e as enfermeiras que me ajudavam aqui em casa souberam o que eu passei, acreditavam em mim. Minha sogra me contou que Aninha era igual ao pai, ele também não queria mamar, e ninguém também acreditava nela... Ela desistiu, coitada, e ele começou na mamadeira desde novinho. Eu não queria isso para minha filha!
Finalmente cedi e deram Nan para a bichinha, que estava ficando desidratada e fraquinha (com cinco dias de vida). Ela tomou na "chuquinha" mesmo. Mas eu não desisti. Minha mãe me deu 500 reais de presente e meu marido foi comprar uma bomba elétrica (Medela) que tinham me recomendado.
Que frustração, amamentar uma bomba!!! Mas o líquido que saía, eu sabia, era ouro. E custou muito mais do que 500 reais, custou o medo de minha filha nunca mamar no peito, se acostumar com mamadeira (ela cuspia da colher e rejeitava o copinho). Eu chorava enquanto aquela bomba barulhenta tirava o leitinho que minha filha, morta de fome, sorvia rápido assim que lhe era oferecido. O meu leite "desceu" dois dias depois, meus seios incharam, eu acordei um dia com o colchão molhado de leite, que felicidade!
Tentei amamentar novamente. Um dia, ela tinha uns doze dias de idade, mamou! Minha mãe deu vivas, pagou promessas, eu fiquei tão feliz!!!!! Mas depois de três mamadas, no final da tarde tudo voltou. Lá fui eu para a bomba, pensando se aquela coisa de plástico poderia substituir minha filha e se meu leite persistiria. Eu sabia que não. Sabia que se ela não mamasse, eu perderia o leite mais cedo ou mais tarde.
Então, depois de muito jeitinho, insistência, paciência, e fé, ela pegou o peito.
E a sensação não era tão boa como eu pensava que seria.
Acordar de madrugada para amamentar é uma tarefa árdua. Ficar com os braços dormentes segurando o bebê, com medo de deixá-lo cair, também. Foi quando veio a dor que eu descobri que não gostava mesmo de amamentar. Caramba, eu tinha que morder um pano, alguma coisa, quando ela *pegava* o bico. A pega dela era completamente errada, mas eu não conseguia, não resistia à dor, não tinha forças para tentar fazê-la *pegar* certo. Ela às vezes pegava o bico da maneira certa e "despegava" para abocanhar do jeito que gostava (só o bico). Eu berrava, mas depois de alguns segundos, a dor passava. Tinha sangue na fraldinha dela, sangue que ela mamava junto com o leitinho. Mas a dor foi desaparecendo, Aninha foi acertando a *pega*, os seios foram se acostumando...
E assim foram-se passando os dias, e começou o suga-suga *fofinho*. Os olhinhos dela olhando dentro dos meus, a mãozinha dela apoiada em meu colo, aquele calor passando de seu corpo para a minha alma. Pouco a pouco aquele ato foi se tornando prazeroso, um ato não só de doação, como até então fora, mas de troca, ela me sugava e ao mesmo tempo me transmitia algo, uma força, um sentimento sem igual.
E vieram as brincadeiras, eu ria, ela ria mamando, me imitando. Eu fazia carinho nela, ela apertava meu peito como uma bola de borracha, era (e sou ainda) seu brinquedo preferido. O único porém é que Aninha tinha refluxo, o que atrapalhou a amamentação em livre demanda pois os remédios tinham hora, e um devia ser ingerido uma hora antes e o outro uma hora depois de cada mamada.
Quando eu voltei a trabalhar, levava comigo a bomba (que funciona também com pilhas) e tirava leite para minha filha, em condições complicadas, banheiro público, sem conforto, em pé (segurando a porta com as costas). Mas não me importava, eu ficava feliz em colher leite para Aninha. Só que a quantidade foi diminuindo, de 250ml baixou para 180ml, depois para 120ml e depois não dava nem 60ml. E Aninha foi precisando de cada vez mais leite, começamos a dar Nan para complementar. Mas ela continuou firme no peito, não largou. Cheguei a desmamá-la pois meu leite secou. Tomei um remédio para enjôo que dá leite, realmente voltei a coletar 180ml, voltei a amamentar (parei por um ou dois dias) mas o remédio me dava depressão e síndrome do pânico, então larguei. Desisti de colher leite quando a quantidade ficou abaixo de 50ml mas continuei oferecendo o peito para ela.
Pouco antes de Aninha completar um ano ela já não mamava mais. Eu tinha virado uma chupeta pois ela queria peito a toda hora mas não "mamava" mais do que um, dois minutos. Algum tempo depois ela vinha, me puxando a blusa, exigindo peito a qualquer hora, mas não demorava nada, era mais uma brincadeira, um chupa-chupa sem fim. O leite secou de vez :( Foi difícil "despeitá-la", ela ficava chorando, magoada, exigindo seu chupeito, mas não tinha mais propósito eu oferecê-lo a ela. Foi uma decisão difícil, eu gostaria muito de ter leite até hoje, que ela ainda estivesse mamando, mas não deu. Senti mais falta do que pensei que sentiria... Mas fico feliz que ela tenha tomado leite materno durante bastante tempo, garantindo a saúde de ferro que ela tem.
A minha situação, logo depois de Ana Cecília nascer, poderia ser muito cômoda. Eu poderia ter desistido. Seria tão fácil. Pessoas contratadas acordariam de madrugada e ofereceriam leite de vaca para meu bebê, eu poderia descansar, sair, passear, não precisaria ficar presa em casa esperando a hora da mamada. Mas graças a Deus eu fui bem informada, fui teimosa, e tive a idéia de usar a bomba elétrica, insisti até que ela pegou o jeito e passou a mamar no peito. Ela poderia ter ficado acostumada com a mamadeira, eu sei, mas tivemos sorte e ela não rejeitou o peito mesmo tendo mamado na chuquinha! E olha que ela também chupou chupeta, pouco tempo, por causa do refluxo. Dei sorte.
E aqui fica o relato de uma mãe que teve problemas na amamentação e conseguiu superá-los com a ajuda do marido, da mãe, da família... e da Medela, hehehe, fabricante da bomba elétrica. Até hoje eu não sei direito o que aconteceu, o porquê de Aninha não querer mamar, parecia que ela não queria se esforçar para conseguir seu leitinho e só se empolgou quando sentiu o leite vindo com bastante abundância. Sugar, ela sugava direitinho, não havia qualquer problema em relação a isso. Bom, passou, foi estressante mas toda essa dificuldade só serviu para eu valorizar mais ainda o ato de amamentar. Se alguém souber de caso parecido, pode me avisar, terei prazer em tentar ajudar com minha experiência.
AmAMEnte, o leite materno é um dos melhores presentes que você pode dar a seu filho, junto com seu amor e sua dedicação!
Fonte: Texto original extraído do post comunitário com o tema: Amamentação: o que você tem a dizer sobre isso? - http://aninhababy.blogger.com.br/ data: 12/09/2005
Amamentar pra mim sempre foi uma coisa óbvia. Não sei nem explicar, era como se fosse automático, assim como respirar. O bebê nasce e mama. Talvez encarasse isso de forma tão natural pela experiência da minha mãe, que me amamentou até 1 ano e meio. Quando eu estava grávida, via muitas mulheres se perguntando se teriam leite, se conseguiriam amamentar, como se fosse um sacrifício hercúleo - felizmente para mim não foi. Eu NUNCA tive essa preocupação.
Não vou dizer que foi fácil no início. Não foi não. Tive bico rachado, tive peito empedrado. Mas nada disso me fez desistir. Eu sabia que era o melhor pra Laura, e era o que eu sentia ser CERTO. As minhas leituras só reforçavam o que eu já sabia. Lutei pela amamentação exclusiva o mais próximo dos 6 meses, como é recomendado pelos pediatras hoje em dia. Estoquei leite pra ela mamar quando eu voltei a trabalhar. Fiz isso até ela completar 10 meses.
Muita gente olhava pra mim e perguntava por quê tanto sacrifício? Simples. Porque o leite materno é o melhor alimento para o bebê e eu queria dar o melhor para a minha filha. A Laura é uma criança muito saudável, quase não fica doente.
Além disso, amamentar é bom para a mulher também. Pesquisas mostram que a prática reduz o risco de câncer de mama.
Minha filha vai fazer 1 ano e 5 meses daqui a uns dias. Ainda mama. Confesso que eu já estou um pouco cansada de amamentar. Mas ainda não é hora de parar.
Pra ler Breastfeeding Naturally - uma amiga do trabalho me emprestou esse livro, em inglês, quando eu voltei ao trabalho. É um livro muito bom, explica muitas coisas sobre amamentação e dá muitas dicas para vencer as dificuldades.
Fonte: Texto original extraído do post comunitário com o tema: Amamentação - http://www.meninalaura.blogger.com.br/ data: 12/09/2005
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